sábado, 6 de abril de 2013

O preço que pagamos pela vida que queremos viver!




Quando alguém me pergunta o porquê de meus cursos e seminários terem os preços que têm sempre me vem mentalmente uma questão: o que faz essa pessoa não ter condições para criar seu próprio caminho a uma vida mais feliz? Talvez o mais interessante seria a própria pessoa perguntar a si mesma qual a razão de não ter os recursos que poderiam lhe dar passaporte para as realidades que deseja. 
Ideias como “isso custa caro” ou “nunca poderei pagar por isso”, já são pensamentos automáticos que surgem sem que se possa controlar. Sua mente já está habituada a julgar a realidade como algo que não pode ser alterado a menos que o mundo mude, tornando-se mais fácil, ou mais barato, ou mais acessível.
As coisas não são caras ou baratas, elas têm o valor que têm e nós podemos ou não pagar por elas. Ou melhor, queremos ou não queremos, priorizamos ou não priorizamos. Portanto se há algum problema ele não reside nos preços das coisas e sim na capacidade de alguém de pagar por isso, e no valor que dá a essa coisa. Será que realmente se está querendo isso o suficiente?
Costumo pensar no quanto uma coisa vale e não apenas no quanto ela custa. E se ela vale, coloco meus recursos à disposição para alcançá-la. Inclusive os recursos não materiais como, por exemplo, a criatividade.
Lembro-me de quando estava com uns vinte e poucos anos, tinha limitações financeiras e não podia comprar os livros de que necessitava. Fiz uma lista e entreguei aos meus amigos e parentes dizendo que em meu aniversário gostaria que fossem em minha casa e me dessem apenas livros, seguindo a mesma estratégia dos chás de bebê. 
Ao invés de reclamar da vida ou de questionar o dono da livraria em razão dos preços, procurei uma alternativa, uma estratégia, e obtive aquilo de que precisava. Trinta livros se fizeram da noite para o dia em minha estante e eu, feliz da vida, os fiquei admirando, folheando e cheirando (adoro cheiro de livros novos... coisa que minha biblioteca virtual no IPad ainda não me oferece). 
Para obter esse objetivo tive que igualmente pedir licença à vergonha e fui capaz de revelar minha situação econômica e dizer para meus convidados que precisava desses títulos, e seria muito bom se cada um deles fizesse a gentileza de escolher um ou dois para me dar de presente.
Muito do que sou hoje devo a esse jovem que fui, lá no passado, que sempre procurava driblar as adversidades para chegar onde queria.
E você? Qual o preço que você dá aos seus objetivos?
Qual o valor que você dá àquilo que busca, que quer, que traçou como sendo importante em sua vida?
De que você está disposto a abrir mão quando quer alcançar alguma coisa?
Em meu trabalho ajudando pessoas, seja nos cursos, palestras e seminários, ou nos atendimentos individuais de Coaching, procuro levar os clientes à percepção de que são os grandes construtores dos próprios destinos.
Não há como ficar perdendo tempo procurando causas externas para a situação que se vive. A percepção de que somos parte do problema é o meio mais eficaz de se encontrar a saída para as armadilhas que nós mesmos construímos e nas quais caímos. Isso é o que se chama de protagonismo: ter a própria vida nas mãos. 
Jim Rohn tem uma frase maravilhosa sobre isso: “Biografia não é destino. Biografia é o que escrevemos até hoje. Destino é o que começaremos a escrever sobre nós a partir de agora”.
Será que você já disse ou já ouviu frases como:
“Vivo assim porque sofri muito no passado, por causa dos meus pais.”
“Minha esposa não me compreende e perturba demais a minha vida, por isso sou estressado.”
“Meu marido não me dá atenção, não me respeita, por isso vivo infeliz.”
“Meu chefe é um monstro e faz o ambiente de trabalho ser um inferno. Sempre quer ter razão e nunca me escuta.”
Sempre haverá a tentação de dizer coisas que apontam para fora de nós os causadores dos problemas, e é muito fácil manter esse tipo de pensamento. Digo mais, esse modelo mental é viciante.
Qual o preço que você está disposto a pagar para sair das situações em que se encontra, e ter a vida que acredita que merece?
Para obtermos algo abriremos mão de algo. Tendo coragem de pagar o preço e dizer “não” a algo que não mais queremos poderemos dizer “sim” a algo que nos fará mais contentes.
Os seus pais não fizeram nada de ruim para você; eles apenas foram os melhores pais que podiam ser.
Sua esposa oferece o que pode, e vive da forma como pode. O que ela faz não tem a intenção precípua de tornar sua vida mais difícil.
Seu marido não pode ser do jeito que você gostaria que ele fosse. Não é possível querer que uma pessoa transforme-se em outra para que sua vida seja feliz. E isso não vai acontecer, acredite.
Seu chefe não é um monstro. Ele é alguém que tem dificuldades; e você também tem as suas. Uma delas é a de encontrar uma ponte de contato que o aproxime e estratégias de comunicação que favoreçam a exposição das suas ideias a ele.
Quando lembramos que somos o único terreno em que podemos plantar sementes de transformação, aí é que as coisas podem começar a acontecer.
Na vida tudo tem um preço e cabe a nós saber se temos vontade suficiente para encontrar os recursos e fazer o que precisa ser feito para pagar por aquilo que de fato queremos.
Carreiras como psicoterapia, coaching, consultoria individual, filosofia clínica e aconselhamento, ou mesmo os trabalhos de treinamentos que se fazem em empresas acabam sofrendo com isso. Há pessoas que não entendem o valor dessas atividades já que elas não são elementos concretos, nem sempre são produtos objetivos e tangíveis que possam ser pesados e medidos.
Mas com certeza - isso eu sei - podem fazer total diferença na vida de muita gente. Quando aceitamos o desafio de fazer uma caminhada que nos aponta para o mundo de dentro conseguimos lidar com as dificuldades do mundo de fora; conhecendo melhor quem somos também saberemos lidar com quem os outros são e não colocaremos em suas costas a responsabilidade sobre o que nos acontece. 
Eu invisto e investirei durante toda a minha vida em aprendizado e autoconhecimento. São tesouros verdadeiros que nada nem ninguém poderá tirar de mim. 
Mas ainda há aqueles que não observam a importância de aprender, crescer e mudar, que não sabem o quanto algumas sessões terapêuticas ou de coaching, ou um curso, ou mesmo alguns bons livros podem fazer pelas suas vidas.
Ainda não perceberam a importância de se dar maior importância.
E aqui não falo apenas de investimentos materiais. Provavelmente você conhece pessoas que passam um bom tempo de suas vidas fazendo coisas que não lhe trarão nada de significativo; dispersando tempo e energia em experiências que nunca lhes trarão nada de valioso.
Pagam um preço alto por momentos fugazes que são vazios de significado, em vez de se ocuparem com aquilo que pode lhes construir uma vida realmente feliz. Pagam para assistir a uma partida de futebol mas não para ir a uma palestra, por algumas cervejas mas não por um livro, por alguns dias de carnaval mas não por um curso.
Nada contra lazer, diversão, prazer... que são alimentos para a alma. Falo aqui de quando a balança dos nossos investimentos pesa apenas para um lado, e permanece nele muito tempo.
Enfim, as minhas perguntas de encerramento deste texto são:
Qual o preço de mudar?
Quais podem ser suas novas estratégias para se sentir dono do próprio destino?
Como é a sua vida feliz? Quais os seus investimentos em recursos materiais e não materiais para vivê-la? 

Kau Mascarenhas