sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

É Ano novo!



É Ano novo, 

O recomeçar de um ano, mês, semana, dia, minuto ou segundo é a chance de renovar o pensamento e transformar o mundo íntimo. Cada novo começo é oportunidade divina de aclaramento das ideias e motivo de rejubilo e agradecimento ao Criador de todos nós. É a mais justa certeza da misericórdia em ação pela sagrada lei da evolução.

Mais um ano se inicia repleto de mentes velhas, antigos dogmas, antigas crenças e atávicos sistemas de conduta, fazem de cada ano novo uma repetição dos enganos e a continuidade da miséria humana.

Festejos, simpatias, oferendas, petitórios diversos e  promessas. A mente humana se prende na materialidade e não na espiritualidade do momento.

Enquanto o Cristo de Deus promove tempo novo continuamos a servir-nos do homem velho que habita em nós.

Fazemos listas de tudo que queremos mudar e festejamos isso como se fossem conquistas, sem avaliar o quanto repetimos, ano após ano, as mesmas lições e delas não apreendemos quase nada. Fica claro que não enxergamos a necessidade de fazer do ano novo um momento de transformação - do velho para o homem novo.

Preparamo-nos para o grande banquete da virada na expectativa de um dia novo, sem olhar o passado e dele nos servir de trampolim para o presente. Esperamos, esperamos milagres.

Em verdade, queremos que tudo se realize sem nada fazer, contando com a ajuda dos céus, sem nem ao menos buscar o céu interior, transformando as agruras da vida em provas de amor e dedicação ao bem.

Ano novo, vida nova -  diz o ditado popular. Mas, o que fazemos de novo?

 A bem da verdade, continuamos na normalidade da vida, sem esperança e na busca pelo ouro fácil, pelo menor esforço, por grandes conquistas. Queremos sim, o destaque dos jornais e a vitrine da vida, e, nem ao menos nos percebemos o quanto isso tem nos trazido dor e sofrimento.

Vestimo-nos de branco por fora, e, nos apresentamos de luto por dentro. O que mais nos importa não é a paz, o amor, a mansuetude e a felicidade. Somos homens como túmulos caídos, de branco, mas, impuros por dentro, carregados de despojos e de morte. E, mesmo assim, com todo o orgulho que reina e a vaidade de cada dia, o senhor da vida nos envia uma nova oportunidade de recomeçar, de novo... de novo...

Parte da humanidade terrena tem se esforçado em refazer vida nova. Essa pequena parte não necessita de data anual para recomeçar. Entendem que todo dia é um dia especial, um dia ideal  para nos renovar, para nos avaliar e lembrar-nos de tudo que precisamos para encontrar o Deus interior que habita em nós, e, assim fazer da vida um constante renovar, saindo da ignorância para o bem, dia a dia, paulatinamente.

Ano novo, brilha o dia apontando o melhor caminho. Sinal divino de que tudo se renova no universo em nossa volta. O pai opera sempre e não para. Jesus continua a nos inspirar no melhor caminho e espera de nos em breve tempo, homens novos em cada ano novo.

Irmão José
Pelo Médium Leonardo Pereira, em reunião pública do dia 18/12/11, no Grupo Espírita Lamartine Palhano Jr.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

É natal !







É natal,

Os sinos da paz e da fraternidade ressoam entre os dois mundos, e, mesmo onde o mestre nazareno ainda não é conhecido ou aceito, isso no mundo da matéria ou no seio de seitas, castas e religiões, é natal.

E natal é renascimento, e renascer é Lei Divina, independe de nossa vontade ou crença.

Por toda a terra vibrações de amor se espalham, com um terço  da população do mundo rogando à cristandade o natalício de Jesus.

Mais e mais o mestre amigo se aproxima da terra, e, suas energias de paz e amor envolvem a todos sem distinção.

É natal,

Em muitos corações o nascimento de Jesus se traduz por nascimento da esperança e da fé.

Para outros tantos é apenas hora de dar e ganhar presentes. Muitos buscam se fartarem nas mesas de homenagem ao nazareno, onde muitas vezes ele quis estar e não deixaram entrar.

Assim é natal,

O natal da diversidade, dos diversos, da espiritualização e da materialidade.
Do lado de cá, cada qual se apresenta com as mesmas vestes mentais que erguiam por aí. A continuidade da vida, e a continuidade dos enganos são os mesmos.

Assim, por todo canto o progresso também se opera e muitos buscam compreender a essência da mensagem do meigo rabi, espalhando amor por onde passam, semeando o bem em toda terra.

Outros tantos, mantem-se no cárcere mental dos ritos religiosos e na cultura dos presentes e dos corações vazios.

Assim caminha a humanidade estando aqui ou acolá.

Caravaneiros do bem, sobre a égide do cristo, descerram* as zonas de sofrimento em busca dos arrependidos, dos que desejam a todo custo o seu renascimento.

Legiões inteiras de homens e mulheres permanecem como mortos vivos, vagueando em suas mentes e vivendo os sentimentos e sensações de seus passados.

Por isso, há necessidade do amor, quiçá apenas uma vez ao ano; quem dera todos os meses, todas as semanas, e, porque não,  todos os dias?

Aproxima-se o dia que o planeta terra terá o seu verdadeiro natal, o natal com Jesus, onde se rendera a evolução dos mundos e renascera como mundo de regeneração, convidando a todos os renascidos no amor a participarem do banquete divino.

Então, queridos e amados irmãos, é hora de prepararmos a nossa roupa de festa. Muitos já foram chamados. Fiquemos atentos: poucos serão escolhidos.

Irmão José

Pelo médium Leonardo Pereira em reunião de treinamento mediúnico em 17/12/11, no Grupo Espírita Lamartine Palhano jr.

*descerram do verbo descerrar = v.t. Abrir (o que estava cerrado).
Descobrir (o que estava encoberto).

Imagem retirada do blog: horacosmica.blogspot.com, por gogle imagens.

PERDOAR A CADA DOIS MINUTOS

Big Ben - Londres
Por Leonardo Pereira*


“Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, se ele continuar a ofender-me?Até sete vezes? Não sete, mas setenta vezes sete” . (Mateus 18, 21-35)


A palavra perdão deriva da palavra “perdonare”, do Latim, e significa perdão, indulto remissão da falta. A história militar romana conta que, pela diversidade de soldados oriundos de povos diferentes, muitas vezes ocorriam brigas no decorrer da viagem. Essas pelejas provocavam buracos nas estradas, e, como Roma dependia das estradas para suprir suas tropas e avançar com seus soldados, os comandantes obrigavam os briguentos a taparem os buracos, usando a palavra perdonare.


Figura das mais singulares do texto bíblico, Pedro é apresentado como um pescador rude, sem cultura, teimoso, ‘cabeça dura’, mas com a firme vontade de ser melhor a cada momento.

Conhecedor do que o vulgo denominaria de “cultura popular”, Pedro sabia que havia um ditado, uma recomendação, de perdoar até três vezes. Não é à toa que até nos dias de hoje temos o hábito de dizer: “Já perdoei uma vez, vou até perdoar a segunda vez, mas, na terceira vez, ele (a) vai se ver comigo!”.

Assim, logo depois de ouvir a parábola da ovelha perdida (Lucas - 15:1 a 10), demonstrando, de antemão, que o Mestre de Nazaré seria muito mais piedoso que os doutores da lei, arrisca-se a perguntar se deveria-se perdoaraté sete vezes, dobrando, desse modo, o número de vezes que ele mesmo conhecia e somando ainda mais um. A resposta do Mestre – “perdoar setenta sete vezes” ─ nos remete a vários estudos sobre numerologia e matemática:

a) 70 x 7 = 490. No texto bíblico o número 7 aparece como a representação do infinito, o mesmo que dizer: “Perdoar até setenta vezes sete, vezes, vezes, vezes...”

b) Muitos perguntam se Jesus não sabia somar mais que 490, resultado de 70x7! Não é isso, com certeza! Imagine 707 (70x7x7x7x7x7x7x7). Faça a conta e veja por si mesmo. Teríamos um número improvável de alcançar para perdoar o outro, sem, nesse meio tempo, aprender a amá-lo de verdade. Essa, sim, foi a resposta para os ‘Pedros’ daquela época e, por que não, também os dos dias atuais.

Minuciando um pouco mais, façamos de 1 dia, com suas 24 horas (ou 1.440 minutos), o ponto de partida para mais um raciocínio.

Das 24 horas, dormimos, em média, 8 horas (ou 480 minutos). Restam, assim, 16 horas (ou 960 minutos) para as nossas atividades diversas. Se, nessas 16 horas, praticarmos o perdão 490 vezes, chegaremos a 30,62. Ou seja, teremos perdoado quase 31 vezes por hora ─ uma vez a cada 2 minutos.

Então, por esse raciocínio, durante os 960 minutos em que passamos despertos, devemos aplicar o perdão a cada 2 minutos da nossa vida. Tempo esse muito bem calculado pelo Cristo, que recomenda não dar atenção à ofensa recebida, já que, em 2 minutos, devemos exercer o perdão. Portanto, não há tempo, para ofensores e ofendidos.

Já o Espírito Emmanuel, mentor de Francisco Cândido Xavier, responde ao médium mineiro, quando ele assim questiona: “Devemos perdoar até 490 vezes o nosso irmão? Emmanuel, na linha de ensinamento do Cristo, responde: Sim, 490 vezes cada erro cometido pelo nosso irmão!”.Novamente, podemos verificar ser humanamente impossível perdoar, a não ser interiorizando o amor.

Como um espelho, Pedro reflete as nossas deficiências e a nossa capacidade de mudar. O apóstolo negou o Cristo, mas arrependeu-se e seguiu em frente. Angariou virtudes, curou, afastou espíritos inferiores e doou-se ─ de corpo e alma ─ na pregação e na vivência do Evangelho.

*  *  *
Obs.: Este tema continua sendo abordado no artigo “Como perdoar meu irmão?”
  

(*) - Leonardo Pereira é Designer Gráfico, orador espírita e um
dos trabalhadores do Grupo Espírita Lamartine Palhano Junior.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 15/dezembro/2011
Publicado  originalmente no blog: http://espiritualismoeespiritismo.blogspot.com/

COMO PERDOAR MEU IRMÃO?


Por Leonardo Pereira*


"[...] Perdoar, então, é o melhor caminho entre a dor e o sofrimento. O caminho do meio, o amor. [...]"


Jesus não escolheu doze discípulos angelicais para ajudá-lo na Boa Nova. Mesmo tendo essa possibilidade, optou por selecionar doze pessoas imperfeitas, para que pudéssemos nos ver refletidos nas ações desses homens corajosos, aprendendo com seus erros e acertos. A missão de mestre, dessa forma, faria mais sentido. Se tivéssemos doze arcanjos pregando o amor e o perdão, tendo em vista que já viviam a perfeição relativa a Deus, dificilmente nos veríamos nesses espelhos angelicais.

Somos, portanto, os Pedros, Tomés e os Judas da Era Moderna, em busca de compreensão dos ensinos do Rabino Galileu, tentando, a cada dia, não negá-Lo de novo, não duvidar d’Ele, não precisar buscar provas em tudo e todos, e, muito menos, relegar Sua mensagem e exemplos de Amor aos espinheiros do caminho.

Como perdoar meu irmão?

Parece fácil essa tarefa, por ser fruto de uma escolha, e não de um sentimento, mesmo que não compreendamos assim. Achando que é o sentimento que rege o perdão, escolhemos esquecer a falta, sem a compreender. Aproveitamos o ensejo, e esquecemos também o ofensor, retirando-o do nosso convívio, lançando ao vento as velhas e tão conhecidas palavras: “Eu o perdôo, mas não quero vê-lo nunca mais. É o perdão - esmola: “perdôo, afinal você não é ninguém; ou buscamos, de toda sorte, esconder, com falsos sorrisos, a mágoa retida, revivendo a ofensa em pensamento, impregnando o espírito com energias deletérias, tornando-nos doentes da alma, cujos sintomas se refletem no corpo, os males físicos. O perdão, portanto, deve ser fruto de uma escolha amadurecida, alicerçada na caridade e no amor a si e ao próximo.

Por que perdoar meu irmão?

O perdão desatrela do ofensor quem perdoa, proporcionando paz e tranqüilidade. Não perdoar significa levar o inimigo para casa, situando-o em nossa vida o tempo todo. Se o outro não compreende o seu perdão, o problema é dele. O que perdoa segue de consciência livre, enquanto o outro fica atrelado à Lei de Ação e Reação, que, por certo, oportunizará, no tempo justo, o devido reajuste, através do marco divino da Consciência.

O perdão é sempre melhor para quem perdoa.  O esquecimento da falta nem sempre é perdão, mas o perdão é sempre a chave para o esquecimento da falta. Perdoar, então, é o melhor caminho entre a dor e o sofrimento. O caminho do meio, o amor.

Resumindo, para nosso entendimento, a mágoa, a raiva, o ódio e o sentimento de vingança geram um ‘buraco’ na alma; então, perdoar é, dessa forma, ‘tapar buracos’.

*  *  *
Obs.: A abordagem deste tema continua em “O perdão em nove etapas”.

(*) - Leonardo Pereira é Designer Gráfico, orador espírita
e um dos trabalhadores do Grupo Espírita Lamartine Palhano Junior.
Imagem: www.google.com . Acesso em: 16/dezembrro/2011.
Publicado originalmente no blog: http://espiritualismoeespiritismo.blogspot.com/

O PERDÃO EM NOVE ETAPAS



Por Leonardo Pereira*

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a saúde como o completo bem-estar físico, social e mental; não apenas a ausência de doenças. Nós, espíritas, podemos formular: “completo bem-estar espiritual”.


 Sabemos que não perdoar resulta na manutenção de energias negativas, provenientes do pensamento infectado pelo vírus da mágoa. “O estado emocional do paciente tem efeitos específicos sobre os mecanismos envolvidos na doença e na saúde.” (Norman Cousins in “Cura-te pela Cabeça”).


 Alfred Adler propõe que “Uma doença infecciosa não é o produto apenas de uma bactéria ou de um vírus, mas decorrência da participação do indivíduo em sua totalidade, do corpo e da mente, na ‘aceitação’ ou ‘rejeição’ ao vírus ou à bactéria”.


 Dr. Fred Luskin , diretor do Projeto Stanford para o Perdão, enumera nove passos para o perdão. Vejamos:


“1 - Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança;


2 - Comprometa-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber sua decisão;


3 - Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz;


4 - Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofra agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu há dois minutos ou há dez anos;


5 - No momento em que você se sentir aflito pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismos de seu corpo;


6 - Desista de esperar de outras pessoas ou de sua vida coisas que elas não escolheram dar a você. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém, você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o poder de fazê-las acontecer;


7 - Coloque sua energia em tentar alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja através da experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para suas metas;


8 - Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor alternativa. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a buscar o amor, a beleza e a bondade ao seu redor;


9 - Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heróica que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar.”


Nenhum dos pensadores acima citados, apesar do esforço em compreender a alma humana e os seus conflitos, especialmente os conflitos de relacionamentos, conseguiram, de certa forma, superar (não era a intenção de nenhum dos autores) o jovem carpinteiro de Nazaré, que, de maneira simples e objetiva, através de histórias e parábolas, lecionava sobre os dramas da vida e suas soluções, utilizando o conhecimento de cada povo, sua cultura e suas crenças. Para uns, falava de peixes; para outros, do trigo, da semente, do semeador. Para cada qual uma linguagem, uma imagem, um ponto em comum. E, no final de cada lição, perguntava: “quem foi o próximo?”, “quem devia mais?”. Assim, através do exemplo, da lição, levava cada qual a refletir sobre si e a vida.


A proposta de Jesus permanece, ainda hoje, vigorando como alerta para a nossa evolução: “Reconcilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil.”(MT- 25:26). E prossegue, indicando o caminho seguro para a libertação das amarras que nos prendem à amargura e ao ressentimento: “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam [...]” (MT- 5:44)


Vigiar nossas ações mentais e orar em prol do nosso equilíbrio, com firme vontade no trabalho no Bem, com certeza há de nos assegurar um lugar no mundo de Regeneração, onde os corações, imersos no desejo de transformação no Bem comum, entoarão um cântico de paz e harmonia, rompendo os céus. E o universo, em coro divino, responderá: "Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou[...]" . (Lucas 7:47)

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(*) - Leonardo Pereira é Designer Gráfico, orador espírita e
um dos trabalhadores do Grupo Espírita Lamartine Palhano Junior.
Imagem: www.google.com. Acesso em: 16/dezembro/2011.


Publicado  originalmente no blog :http://espiritualismoeespiritismo.blogspot.com/