quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

VÓS SOIS DEUSES!



 

Essa fala de Jesus é muito utilizada no meio espírita, principalmente entre os oradores, para promover a motivação e gerar esperança nas pessoas, "vós sois deuses", e acrescentam ainda: "podem fazer o que eu faço e muito mais".
Trataremos primeiro do contexto que a Jesus citou o salmo 82:6, "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.".
Parafraseando o apostolo João no seu capitulo de número dez, versículos de 22 á 38. Estando Jesus em Jerusalém, passando pelo templo de Salomão, os judeus o cercaram novamente e começaram a questioná-lo, tentando mais uma vez o apedrejarem, se ele fosse contra a lei de Moises. Queriam de toda forma que Jesus afirmasse se era realmente o "Cristo", o enviado o ungido de Deus, e Jesus lhes chama à atenção dizendo:
- não vedes as minhas obras? Se não credes é porque não são minhas ovelhas, pois as minhas ovelhas me ouvem e me seguem, e eu vos darei vida eterna, complementa ainda, e justamente o complemento da fala que faz com que a turba de Judeus o queira apedrejar, "Eu e o Pai somos um".
Os judeus em busca de motivos para condenarem á Jesus, não admitem que ele tenha chamado a si mesmo de Deus e lançaram mãos de pedras e gritavam: Blasfêmia, blasfêmia!
Jesus então cita o salmo 82:6 da lei mosaica: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Veja aqui que Jesus "cita" a lei já existente, ele não faz nenhuma afirmativa, e nem há anula, Jesus usa da própria lei judaica para calar a boca da turba, pois essa lei refere-se a homens comuns - embora homens de autoridade e prestígio, (juízes) - como "deuses".
Continua Jesus: vocês me acusam de blasfêmia por causa do meu uso do título "Filho de Deus"; mas sua própria Escritura utiliza esse mesmo termo para líderes em geral. Se aqueles nomeados divinamente para ocupar uma posição de autoridade podem ser considerados "deuses", quanto mais deve ser assim considerado o Único a quem Deus escolheu e enviou Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada).
Vale salientar que, quem faz a afirmação é o salmista e não Jesus, ele apenas a utiliza para mostrar aos seus perseguidores como estavam sendo contraditórios ao acusá-lo de blasfemo.
Depois dessa, todos se vão e Jesus vai para o rio Jordão...
A outra fala de Jesus citada no inicio de nosso texto, "Podem fazer o que eu faço e ainda muito mais", neste caso de acordo com a tradução bíblica de João Ferreira de Almeida, encontramos em João 14: 12 a seguinte expressão: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas..." (os crivos são nossos), vemos Jesus aqui orientando seus discípulos e talvez seja um dos capítulos mais ricos em ensinos do mestre Nazareno em relação à doutrina espírita e seus princípios básicos, começa ele pedindo para crermos em Deus e crermos nele, (1º principio básico da doutrina; Crença em Deus), depois segue maravilhando os que o cercavam: Na casa de meu Pai há muitas moradas (também um dos princípios básicos), continua com o roteiro seguro para a felicidade: Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao pai senão por mim.
Mais adiante o rabino da Galiléia responde a Felipe, que o interpela rogando para Jesus lhe mostrar o Pai, lecionando sobre a fé raciocinada, ele diz: Quem me vê a mim vê ao Pai, pois eu e o Pai somos um,... credes pelo menos pelas minhas obras.
Complementa o meigo carpinteiro: na verdade na verdade vos digo que aquele que crê em mim fará as obras que faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu pai e tudo que pedirdes em meu nome eu o farei para que o pai seja glorificado.
Leciona sobre a esperança e a sobrevivência do espírito, bem como de seu retorno no mundo corporal (princípios básicos), quando promete que nos enviará um novo consolador, e devemos nos ater ao texto do apostolo João: "Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós."
Aqui vale relembrar que Jesus promete aos homens daquela época, naquele contexto, que enviaria para "eles", para fazê-los relembrar, pois o Cristo de Deus trouxe um consolador, sua mensagem de amor e paz, suas lições sobre a vida e a felicidade, sua forma simples de dizer de nossas imperfeições e nos apontar o caminho reto e seguro, pautados nas verdades eternas do amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, rogaria ao pai para enviar o espírito da verdade, que os apóstolos conheciam e estava com eles.
O ser mais evoluído que pisara em nosso planeta, falava de si mesmo e de suas mensagens, sabia de antemão que nos as esqueceríamos, e assim aconteceu transformados pela letra morta, ludibriados pelos poderes temporais dos sacerdócios em seu nome, movidos pela ambição e covardia, construímos as guerras santas, queimamos pessoas, destruímos idéias e ideais, levantamos falso testemunho, erigimos castelos de ouro e templos vazios, tudo em seu nome, Ele sabia.
Voz sois Deuses, disse o mestre de amor, no sentido de que se seguirmos seu caminho, suportando nosso cadinho de dor, erigido no passado dos dias, mais vivos na consciência de hoje, chegaria o consolador para nos relembrar sobre os nossos compromissos perante a consciência e Deus, e as capacidades desprezadas nas sucessivas encarnações, vem o consolador a nos falar do sublime peregrino, que exemplificou todas as leis e todos os profetas, dividindo a historia e permanecendo vivo, o espírito da verdade, verdade que tanto precisamos nos dias de hoje.
Sim somos Deuses, ou somos seu templo divino, e para que seu reino se estabeleça em nós e saia de nós em direção ao outro, precisamos acreditar nisso, sem vaidade ou supervalorização, pois, Deus, não fere, não mata não mágoa, não rouba, não sofre não se envaidece, não é egoísta, um Deus, só pode ser amor.

Salve o consolador prometido, que vivifica a letra e nos faz retomar a fé com razão, retirando o véu dos textos apostólicos, os transfigurando em frases iluminadas a nos banhar de conhecimento.

 
Leonardo Pereira
Designer Gráfico, Orador espírita e um dos colaboradores do Grupo Espírita Lamartine Palhano Junior, Goaibeiras – Vitória - ES


Publicado originalmente no blog: http://espiritualismoeespiritismo.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Reencarnação e vida




A doutrina espírita tem como um dos seus princípios básicos a crença no espírito, em sua pré existência ao corpo físico e sua sobrevivência após a morte biológica.
Se não deixamos de existir não perdemos a individualidade e a morte não passa da continuidade da vida, mesmo que em outra estrada. Assim, fugindo das questões quase infantis de Inferno e céu, afugentando de nossas mentes o descanso eterno e o fogo infernal que não cessa de queimar, é bem mais justo ao falarmos de um Deus de amor, de um pai Criador, inteligência suprema do universo e causa primeira. Devemos falar de suas leis e principalmente da lei de reencarnação, ou seja, o retorno do espírito a carne, a vida física em novo corpo e nova personalidade.
Essa doutrina da reencarnação foi crença comum à época de Jesus. Ele mesmo, o mestre de Nazaré, fez questão de lecionar ao doutor da lei, Nicodemos, que o buscou na calada da noite, corcoveando entre as sombras para não ser visto e notado na presença do jovem Rabi.
Faço aqui uma paráfrase do diálogo ocorrido e do magnífico ensino registrado pelo evangelista: _ Nicodemos, "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3).
Retruca o doutor ancião: mas, mestre, como pode, homem velho, voltar ao ventre de minha mãe e nascer de novo?
Compreensivo responde o Nazareno: Sois doutor entre os homens e não sabes dessas coisas?
Diante do olhar desesperado do então considerado sábio doutor, o mestre leciona: "Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5).
E completa, arrematando a lição que perdura até hoje sem ser compreendida por muitos doutores do nosso tempo: "O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito" (João 3:6).
Eis ai a lei da reencarnação ou a pluralidade das vidas sucessivas. Estamos de volta, nessa esteira reencarnatoria, nas idas e vindas do plano espiritual para o plano físico, animando corpos diferentes, vivenciando formas e personalidades masculinas e femininas, atravessando a linha do tempo de cada uma dessas oportunidades de aprendizado como, pais, mães, filhos, avôs, avós, irmãos, contribuindo para esse grande projeto evolutivo divino, chamado família.
O tempo passa, os corpos voltam ao pó da terra. Nós os viajantes, só levamos na bagagem individual, nossas conquistas intelectuais e morais, os verdadeiros bens que podemos acumular. O restante, que tanto fazemos questão de ajuntar na vida física, permanece. Não podemos levar as casas e castelos, os carros e o dinheiro, o poder e o status social. O que é material permanece na matéria. Só vivenciamos no campo da mente, aprisionados pelo apego, pela cobiça, pelo desejo e pela posse de coisas e pessoas. Atormentamos-nos construindo o inferno astral de nossos dias e quando acordamos, do outro lado, para a realidade eterna, percebemos que cada um leva o que é, o que realmente vivencia no mundo íntimo.
Jesus, o médico de homens e de almas, já nos alertava a esse respeito, quando mais uma vês derrama sobre nos seus ensinamentos, dizendo; - "E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mateus 16:19 e 18:18).
Em outro momento fala do apego e da verdadeira riqueza: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem a traça consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração." (Mateus 6: 19-21)
No grande teatro terreno representamos muitos papeis: ora pobres, outras vezes ricos; repletos de cultura e com altos postos de comando, recheados de títulos que validam nossa posição social, e em muitas outras oportunidades de reencarnação retornamos como servidores humildes da sociedade e passamos despercebidos e afastados das colunas sociais.
Se bons e honestos aprendemos a viver e a compreender os excessos e supérfluos ou conviver até com a falta do necessário. A riqueza e a pobreza são para nós campos de prova ou expiação. Já a miséria material é provocada pelos homens, pela sociedade, que não compartilha o que detém de bens com quem está ao seu lado na experiência terrena.
Quando aprendermos a vivenciar e entender o "ter" e o "deter", descobrindo que somos usufrutuários dos bens divinos, se realmente compreendermos o nosso papel na sociedade, conquistaremos a paz na consciência e avançaremos rumo a felicidade. Por outro lado, se ignorarmos as leis divinas e cairmos no abuso do poder, na corrupção, no crime, independente de nossa posição social, cultural ou intelectual, responderemos pelas lesões de sentimento, mutilações sócias e pela morte de muitos sonhos e projetos. Devemos nos lembrar que temos livre arbítrio na escolha, na ação, e que a reação é determinista e vem na justa medida.
Se formos contra as leis divinas, ferindo os que nos rodeiam, contrários a lei de amor, justiça e caridade, estaremos escolhendo para nos mesmos dias difíceis e carregados de lágrimas. Essas lagrimas só secarão se repararmos nossos caminhos e isso leva tempo, esforço e dedicação.
Quando, por vezes nos decidimos paralisar nosso próprio progresso, usando de nosso livre arbítrio, automaticamente convidamos a dor, essa companheira evolutiva, que aparece para nos lembrar essa necessidade de continuidade no caminho reto e seguro que o mestre Jesus nos oferece, quando se coloca como o caminho a verdade e a vida, apontados como bússola certeira e direção correta: "ninguém vai ao pai senão por mim".
E para chegar ao Pai precisamos entender a lei de reencarnação, temos uma vida só como espíritos em diversas experiências. Não perdemos de cada uma dessas experiências as verdadeiras riquezas, que nada mais são nossas qualidades e virtudes. A inteligência é um atributo do espírito e nunca se perde, também nunca involuímos, podemos até estacionar por não querer caminhar, mas, sempre somos impelidos pelo amor divino a continuar em frente. É esse amor maior que proporciona essas tantas oportunidades reencarnatorias que nos faz paulatinamente evoluir. Hoje com toda certeza cada um de nos está em nossa melhor encarnação.

 
Leonardo Pereira
Designer Gráfico, orador espírita e colaborador do Grupo Espírita Lamartine Palhano Junior em Goiabeiras - Vitória – ES
Imagem retirada da Internet: Google imagens

 
Publicado anteriormente no blog: http://espiritualismoeespiritismo.blogspot.com/

Convocação para reunião de diretoria

Vitória, 01 de Dezembro de 2010.


 


Aos Associados do Grupo Espírita Lamartine Palhano Júnior

Prezados Senhores,


Convocamos Vv.Ss. para participar da Reunião de Diretoria, a realizar-se no dia  10 (dez) de dezembro de 2010, sexta-feira da próxima semana, na sede da instituição localizada na Rua Armando Moreira de Oliveira, 45, 1º pavimento, Goiabeiras, nesta cidade Vitoria, ES, às 19h30min (dezenove horas e trinta minutos) em primeira convocação, com a presença da maioria dos associados, ou às 20hs (vinte horas), em segunda convocação, com qualquer número de presentes, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia:

I – Escolha dos coordenadores dos Departamentos;

II – Assuntos Administrativos.


 

O presente edital será afixado na sede do GELP em local visível e entreguei a todos os associados via e-mail que devem acusar recebimento. Além disso, o edital será divulgado no blog da instituição: http://glamartinepjr.blogspot.com/


 

Sem mais para o momento, ficam todos desde já convocados.


 

Esperamos que todos possam estar presentes.    


 


 

Atenciosamente,


 


 


 


 

Adriana Cristina do Nascimento Perroni

Diretora Administrativa