segunda-feira, 2 de agosto de 2010

JESUS O MESTRE DOS MESTRES


JESUS O MESTRE DOS MESTRES
"Vós me chamais de mestre e senhor, e dizeis bem porque eu o sou".

 
Jesus não aceitou nenhum titulo a não ser o de mestre. Aceitou tal titulo pela razão direta de nossa necessidade de orientação, de termos um modelo e guia. Necessidade de sermos convocados a pensar e refletir sobre nossa vida e nossa destinação futura: de onde vim? Para onde vou? O que estou fazendo aqui?
Tais perguntas fazem parte de nossas vidas e foram respondidas por Jesus aos povos há mais de 2000 anos atrás, pois, o rabino de Nazaré não falou ao homem temporal e sim ao espírito, ao ser imortal, sabendo que as lições seriam repetidas na necessidade didática da vida, nas oportunidades que cada um de nós tem para evoluir. Evolução que é nosso destino certo e imutável.
Como mestre entre seu povo exemplificou cada palavra, vivenciou cada conselho e imortalizou cada ação, dividindo a historia e inaugurando o reino de Deus na terra. O Deus do amor e justiça.
Negou a si mesmo o título de bom, respondendo aos que o cercavam: "bom somente o Pai que esta no céu". Com essa assertiva demonstrava sua humildade e respeito ao Criador, lecionando sabiamente sobre a evolução relativa, como se pensasse: "Sou bom em relação a quem? A Deus? Se for comparação a Deus: Bom só Ele! Mas, serei bom em relação ao homem? Sim com certeza!".
Jesus é bom em relação a nós, isso podemos afirmar categoricamente:
Como mestre, demonstrando uma apurada capacidade de síntese, ensinou a cada qual de acordo com sua cultura e conhecimento. Aos homens do campo, sobre o trigo e o joio, sobre as vinhas, sobre a semeadura e a semente. Aos cobradores de impostos levou a reflexão precisa sobre o pagamento ou não de tributos, chamando-os a razão sobre o fato de quem era o rosto esculpido na moeda. Aos doutores da lei falou da caridade plena humanizando as relações entre Judeus e Samitanos, forçando o pseudo-sábio, doutor da lei a responder que era próximo daquele que estava caído, na belíssima parábola do samaritano.
Redimensionou o valor da mulher quando chamado a julgar á adultera questionou prudentemente a turba que o cercava, lançando uma questão direta as consciências presentes: "quem estiver sem pecado que atire a primeira pedra". Logo em seguida, dizendo a "pecadora": "Mulher, onde estão os que te condenavam? Se ninguém te condena, eu tampouco te condenarei, vai e não tornes a pecar".
Valorizou a ação de Maria Madalena quando cai de joelhos a sua frente e unge seus pés com óleo e lagrimas secando-os com seus próprios cabelos, como se toda sua alma se revelasse naquele momento dizendo: "Senhor, eis aqui a pecadora, entrego á ti o que me é de mais precioso, meu coração e minha vida."
Convidou as crianças, que foram impedidas de aproximar-se dele por seus discípulos, para teu colo, colocando-as como exemplo de pureza, demonstrando carinho e compreensão com nossa condição de crianças espirituais: "Deixai vir a mim os pequeninos porque deles é o reino dos céus". Claramente nos convidou a nos colocarmos como aprendizes da vida, crianças do saber.
Sensível as nossas súplicas, mesmo no meio da multidão, ouviu o pedido do cego Bartimeu, quase sem voz insistia em clamar: "Jesus filho de Davi, tem piedade de mim". Jesus disse-lhe: "Que queres que te faça?" E o cego Bartimeu, demonstrando que mesmo sem os olhos da carne, tinha visão do futuro e lhe disse: "Mestre, que eu tenha vista." Jesus lhe disse: "Vai a tua fé te salvou". Exemplificando, desta maneira, através do velho cego a necessidade de fé, que nada mais é que fidelidade, certeza absoluta. Sendo assim o cego viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.
Como mestre, ensinou até mesmo na morte (aparente), e convidou a menina de 12 anos a despertar: "Talita cumi" (menina, ordeno que levante!). Imediatamente a menina abre os olhos para a vida. Com essa lição, Jesus nos convida a "abrir" os olhos e despertar para a verdadeira vida, pois, nos encontramos por diversas vezes em estado de sono profundo, mortos em vida. Convida-nos a despertar para as realidades espirituais com os olhos bem abertos, com um olhar na imortalidade para que possamos "enxergar" a vida futura.
Humilde, respondeu ao questionamento acusatório de Pilatos que insistiu em ouvir da boca do rabi se ele é rei. Jesus, com um olhar de compaixão e ao mesmo tempo inquiridor, buscando na alma do romano a resposta para sua pergunta mental: "Não sabes ver além das aparências?" Tal questionamento estava ligado no falto de que Pilatos se sentia indignado de ter que perguntar a um homem maltrapilho e sanguinolento se ele era rei. Desta forma, com um olhar de desdém repetiu a pergunta: És rei dos judeus? Então o mestre responde: "Dizeis isto de ti mesmo ou foram outros que t'o disseram de mim?"
Diante incompreensão do governador, continua a esclarecer: "O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, eu teria servidores, que combateriam por mim, para não me deixar cair nas mãos dos judeus; mas o meu reino não é deste mundo". Pilatos estremeceu, ao ouvir essas graves palavras de Jesus e disse pensativo: "Então és mesmo rei?". Jesus respondeu. "É como dizes, sou rei. Nasci e vim a este mundo para dar testemunho da verdade e todo que é da verdade, atende à minha voz".  Pilatos mesmo sem ver-lhe algum defeito ou crime, lavou as mãos, deixou para outros decidirem o destino de Jesus.
Por incrível que pareça agimos assim todos os dias lavando nossas mãos ou evitamos tomar partido do que é correto. Temos vergonha de sermos bons, justos e caridosos, por vermos a vida como Pilatos: "apenas nas aparências", sem compreender a verdade. Essa verdade é que o espiritismo vem revelar convidando o homem velho a se renovar buscando dentro de si mesmo o reino dos céus, que não é do mundo da matéria e sim do mundo íntimo de cada um, da essência do espírito.
E como somos convidados do mestre nazareno ao aprendizado das leis divinas fica mais uma reflexão de suas lições na terra: devemos fazer o possível, insistindo em aprendê-las, repeti-las e vivenciá-las no nosso dia a dia. Como alunos da imortalidade, devemos realizar um desejo do mestre quando disse: "Que brilhe a vossa luz".
Que nossas luzes brilhem cada dia mais iluminando nossas consciências e nossos caminhos.

 

 

Leonardo Pereira
(Designer Gráfico,
Orador Espírita e trabalhador doGrupo Lamartine Palhano JR em Jardim da Penha.

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